Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Depressão

A depressão é uma das doenças das mais comuns que é registrada pela Medicina. A sua incidência é muito elevada. Atinge a mais de 30 % da população mundial. Ninguém lhe está imune. É como a gripe. Não respeita ninguém. Aparece em todas as raças, em todas as idades, em ambos os sexos, nas pessoas saudáveis ou doentes, nas mais diferentes classes sociais, independente da cultura, profissão ou poder aquisitivo, e contribui, de maneira marcante, para tornar mais sombrio o curso de muitas afecções (cardíacas, consumativas, hipertensão arterial, diabetes etc.) e, até mesmo, influenciar o comportamento de gestantes no pós-parto de forma prejudicial, extremamente perigosa. Entre as mulheres, a sua incidência é muito elevada, particularmente entre os trinta e cinco e quarenta e cinco anos(35%), enquanto no homem tende a elevar-se à medida que vai avançando na idade. Uma de suas características clínicas que chama, de pronto, muito atenção, é quando baixa o humor dos que lhes são sensíveis e lhes reduz a auto-estima, - razão pela qual é designada, também, pelo nome de hipotimia. No entanto, é sempre bom reconhecer que, apesar de suas implicações, muitos têm recursos naturais para vencê-la sem se perderem nas suas malhas. Esta forma de depressão não se lhes interfere nas atividades sociais: são consideradas reações "normais", embora não seja, em si, um estado saudável. Assim como aparecem, desaparecem espontaneamente ("depressão fisiológica"). O que causa preocupação é quando surge de forma intensa. Surpreende o paciente e o torna incapaz de qualquer reação. Afasta-o da realidade; tira-lhe o prazer de viver, desespera-o e o induz, não raro, a praticar o suicídio, como se a vida não lhe valesse a pena de ser vivida( "depressão patológica").

A depressão não tem ainda uma definição precisa. Nem se sabe ao certo como se inicia. A sua causa exata ainda, na atualidade, permanece inteiramente desconhecida. Parece relacionar-se com a forma como se processou o desenvolvimento do deprimido, como se lhe formou a personalidade, que o tornou incapaz de perceber os próprios limites, identificar-lhe as necessidades e sentimentos, ao mesmo tempo,afetado pelo desequilíbrio bioquímico responsável pelo controle do estado de humor associado a uma forte tendência genética: os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos que os não idênticos.

Em sua essência, a depressão traduz-se por um distúrbio de natureza afetiva, responsável por numerosos sintomas, que variam de individuo a individuo, em cuja composição, como base, não faltam o sentimento de fracasso, a dificuldade de concentração, a lentidão nas atividades físicas e mentais, a baixa estima e o humor diminuído, como se lhe faltasse a energia interior. Muitas vezes, para lhe tirar, ainda mais, a qualidade de vida, associa-se a sintomas corporais( "somáticos"), tais como a dor de cabeça, nas costas, tontura, insônia e mal- estar geral: - "a alma padece, enquanto o corpo sofre".

A conduta dos deprimidos é variável:ora choram à-toa ora têm dificuldade para chorar. Não lhes faltam, porém, sentimentos de culpa injustificáveis. São pessimistas, impacientes, irritadiços com dificuldades de tomarem decisões ou de terminarem o que iniciaram. Alguns alternam, de forma paradoxal, períodos de alegria com tristeza. O que lhes é mais comum, porém, é a pena que têm de si mesmos.

A depressão patológica, uma vez reconhecida, deve ser logo tratada. Uma filosofia de vida bem equilibrada fortalece o impulso de vida debilitado. Os interesses sociais, nestes, logo aparecem. Logo lhes passa o período de punição do ego.

Psicólogos, psiquiatras e, mesmo religiosos e familiares, com prudência, são de grande valia na reabilitação integral do deprimido. Contribuem para aderi-lo ao tratamento e estimula-lo para ser vigilante da própria saúde. O que não lhe deve ser esquecido é a espiritualidade. O tratamento espiritual é básico. Consiste em ensiná-lo como exercitar a fé. Palavra milagrosa de indiscutível poder curativo.

A depressão, pela nossa experiência, é a expressão da ausência de fé. Exercitar a fé com fé. Nada de retórica. Eis, ai, a cura da depressão!

Advertência: Sr. paciente, seja vigilante de sua própria saúde. Siga as recomendações dos profissionais. Evite conselhos de leigos. Evite a auto- medicação. E viva a vida em abundância e qualificada.