Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Magister Dixit

Após o fim da segunda guerra mundial os países estavam destruídos pelas bombas e pela irresponsabilidade dos seus governantes. Montes de escombros para todo lado e as experiências nucleares sobre o Japão. Uma tal destruição que Albert Einstein perguntado como seria uma terceira guerra mundial, respondeu que não sabia, mas que a quarta seria de arco e flecha. Parte da juventude morreu, famílias desapareceram nos campos de batalha ou nos bombardeios das cidades, Não seria fácil reconstruir a nação, por isso, mesmo no auge da insanidade os comandantes preservaram algumas pessoas porque sabiam que precisariam delas nessa hora. Preservaram os professores. 

Segundo uma pesquisa do IPEA, metade dos universitários formados em física, matemática, medicina ou pedagogia não querem ser professores. Preferem se dedicar a outras profissões, mesmo tendo a licenciatura, que os habilita a dar aula. São consultores, engenheiros, médicos, assessores de toda gama. Obviamente cada um tem o  direito de escolher a profissão que lhe aprouver. Dar aulas é um bico, um emprego para completar o orçamento doméstico, sem grande compromisso. Por exclusão e não por opção muitos estão nas salas de aulas das escolas públicas  e privadas.Portanto a motivação é muito baixa, se é que existe. 

A outra metade vive do magistério. São mal pagos, como toda a sociedade sabe.Segundo uma pesquisa do sindicato dos professores de São Paulo, a metade já sofreu algum tipo de violência.  Contudo há algo mais que desestimula o professor. Ele não tem o apoio da comunidade onde trabalha. Não é valorizado socialmente. Não reconhecem a importância do seu trabalho na construção do Brasil. Os pais não comparecem nas reuniões e a comunidade, salvo exceção, não adota a escola. Um local de gente alegre, alunos inquietos, professores motivados, direção comprometida com o interesse público, muita festa cívica, jogos, campeonatos, fanfarras, desfiles, desapareceu. Os prédios são lúgubres, com polícia na porta para coibir o tráfico, alunos perdidos e mestres desmotivados. Será preciso uma guerra para mudar essa paisagem?