Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Mesmo Ramo

Uma das propostas dos republicanos brasileiros era a separação do Estado da Igreja. Essa aliança vinha desde a primeira constituição imperial de 1824. No Império brasileiro a igreja católica era a religião oficial e isso incluía várias pontes entre o Estado e a Igreja, como o direito do padroado do imperador e a remuneração dos membros do clero pelo governo. Outras religiões eram admitidas, mas dentro de determinados limites. Por exemplo, não poderiam possuir templos que por fora se assemelhassem á igreja ou outro edifício que mostrasse tratar-se um uma religião. O Estado era complacente com os recém chegados, como fez Feijó, na época da regência ao dar autorização para que evangelhos se instalassem em São Paulo. Como em tantos outros povos a junção chefe de estado e simultaneamente chefe religioso não  deu certo No final do século 19 houve um desentendimento entre a Igreja e a Maçonaria, e acabou sobrando para Dom Pedro II.

Estado laico é garantia de liberdade incondicional para a liberdade religiosa. Dentro da lei e da Constituição todos podem exercer livremente suas crenças e guardar as suas tradições. Obviamente sem usar a religião para fins outros que não o direito de crer e orar. A visita de personagens religiosos como o Papa, Dalai Lama e tantos outros líderes é uma oportunidade para um congraçamento de crenças diferentes. É um momento de uma tradição conhecer melhor a outra, de proporcionar encontros inter religiosos que contribuem para a paz e a convivência das divergências. Há, como todos sabem, pontos comuns nas religiões e é a partir deles que se pode estabelecer diálogos religiosos proveitosos para todos. A história de cada religião pertence ao passado, e devem estar nos livros e bibliotecas e não transformados em motivos para novos embates. Ninguém pode usar o nome de Deus para matar o seu semelhante, ainda que isso tenha acontecido inúmeras vezes no passado, do apedrejamento, à fogueira, à espada.