Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Os extremos na empregabilidade

Os que estão habituados ao clima organizacional de grandes empresas ou corporações sabem como é difícil progredir no quadro funcional. Há avaliações constantes, reuniões sobre resultados, planejamento, novas metodologias, e por aí vai. Para perder o cargo, ou mesmo o emprego, é um passo. Conta-se que quando Jack Welch assumiu a GE, reuniu todos os funcionários e disse que se a empresa não voltasse à liderança todos estariam demitidos, inclusive ele. A GE voltou a dominar os mercados, mas consta que todo ano, os dez por cento pior avaliados da equipe da força de venda são dispensados. Por isso, em algumas empresas há os que estão agarrados aos postos que conquistaram com unhas e dentes. Muitas vezes com mais dentes do que unhas. São os que chegam antes, saem depois, se assustam com qualquer cobrança, venha de onde vier, e se pudessem trabalhariam regularmente sábado, domingo e feriados. Alguns fazem isso esporadicamente. Especialmente se o ramo de atividade sofre sempre o impacto de novidades como por exemplo empresas de aviação, comunicação, saúde e muitas outras. Qualquer coisa fora do normal e lá está o chefe do setor à postos, esperando um  contato dos diretores da empresa. Que nem sempre dão às caras ou um telefonema.

De uma única penada o governador do estado pôs na rua 700 funcionários. Estavam espalhados nas mais diversas secretarias ou departamentos. Todo mundo para o olho da rua. Foram mal avaliados? Não deram conta do recado? Atenderam mal os contribuintes, seus verdadeiros patrões? Faltaram no serviço? Xingaram a mãe do homem? Não. Pertenciam a um partido político que não apoiaria sua excelência na tentativa de reeleição. Um ato imperdoável. Ora, sem 700 funcionários, e de quebra dois secretários, a máquina pública iria sofrer um baque, um desarranjo como qualquer  outra empresa de grande porte. Nada aconteceu. Tudo continuou funcionando como antes, precariamente, diga-se. Não fizeram falta. Não lutaram para permanecer nos empregos uma vez que quando começaram já sabiam as condições, por isso aproveitaram bem o período que estiveram no governo para trabalhar para o dono do partido aquinhoado com os cargos, para suas empresas pessoais, ou simplesmente foram a praia apreciar o Cristo Redentor.