Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Subversivas e Sedutoras

O mundo terá que se preparar para as grandes mudanças que estão se processando. A velocidade é vertiginosa quando comparada com qualquer outro momento da história. É uma aceleração constante, ainda que não aos saltos. Os paradigmas cada vez duram menos. Com isso é preciso estar cada vez mais atento, confiante no futuro e aberto a receber o novo. Por exemplo, a sociedade atual está preparada para aceitar o domínio das mulheres? Em 2030, segundo Domenico de Masi, elas estarão no centro do sistema social e poderão gerenciar os destinos da sociedade como nunca fizeram ao longo de dez mil anos de história. Alguns comportamentos masculinos serão extensivos a elas como ter um filho sem ter um casamento,ou  se casar com um homem muito mais jovem. Elas representarão 60% dos pós graduados, mestrandos e doutorandos. Ou tudo isso no feminino. Viverão três anos mais do que os homens, mas nem  por isso vão abrir mão de seus valores estéticos, subjetivos, emotivos e flexíveis. Quem disse que essa sociedade não pode ser mais feliz que a atual, onde o domínio ainda é masculino? Elas deixarão de ser coadjuvantes e passarão para o protagonismo social, político e econômico do mundo.

O Relatório da CIA estima o mundo com uma população de 8 bilhões em 2030. Em apenas 17 anos o número de habitantes vai crescer cerca de um bilhão. É nesse cenário  que as mulheres atuarão e contribuirão para que o crescimento demográfico comece a diminuir. Cultura, liberdade de escolha, educação serão responsáveis pela diminuição do número de filhos. Muitas não terão nenhum. Vai cair por terra a propaganda fascista que elas nasceram para gerar filhos para o Estado, ou para construir o Império de Mil Anos, como propagavam os nazistas. Certamente vão desalojar os homens entre as 85 pessoas mais ricas do mundo, ainda que 3 bilhões e meio de pobres sobreviverão. Elas dirigirão os maiores PIBs do planeta incluindo China e Estados Unidos. Conviverão com uma época onde o conceito de privacidade tenderá a desaparecer e será quase impossível o direito de esquecer. Tudo estará registrado em devices cada vez menores, práticos, móveis e carregar toda a memória de toda a sua ancestralidade no bolso menor do jogging. Ainda vai sobrar espaço para os filmes, músicas, livros, fotos e mensagens das amigas.

O futuro aqui é 2030, mas poderia ser qualquer outra data. Se a Lei de Moore não for derrubada, a potência de um micro computador vai duplicar a cada 18 meses. Assim o velho chip de 1970 é 70 bilhões de vezes mais fraco do que um que se compra na loja da esquina. Em 2030 vai ser centenas de bilhões de vezes  superior ao atual. Esse cenário não é apenas um exercício  de ficção. É uma possibilidade real. O grande desafio das líderes futuras é o de satisfazer as necessidades crescentes sem comprometer o planeta e impedir que gerações futuras sobrevivam nele. Brotará o dilema já conhecido do ter ou ser. Qual dos dois é o mais importante para se usufruir da felicidade? Uma bolsa da Louis Vuitton ou um passeio em um parque aromático e seguro? Os dois são possíveis? A juventude responderá porque os jovens viverão muito mais graças a engenharia genética, e o controle das doenças hoje consideradas incuráveis. É a volta do Reino das Amazonas que pertenceu ao domínio da transgressão e que tinha em si uma centelha revolucionária, capaz de virar pelo avesso todas as certezas da sociedade grega