Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Viva Malala

Os talibãs do Paquistão têm uma lista de pessoas que devem ser assassinadas. Entre elas estão políticos, militares e pessoas que professam uma religião  diferente. Para estes querem reditar a guerra santa medieval quando a religião era difundida na base do crê ou morre. O Islão medieval não foi o único a usar essa prática. O Cristianismo fez a mesma coisa. Você não pode ter uma crença diferente da minha, ou você se converte ou você morre. O que valia para a Idade Média ainda seduz alguns grupos extremistas que não admitem nenhum tipo de diversidade. Especialmente a religiosa. Por isso se apegam a textos antigos, escritos para outra realidade e querem aplicá-los sem nenhuma modificação. Não entendem, ou não querem entender que tudo está historicamente condicionado e o que as realidades, felizmente, mudaram.

Segundo um líder da organização política/religiosa/fundamentalista/extremista, quem não está de acordo com as regras ameaçadoras precisa ser eliminado. Mandar as filhas para a escola é um crime, uma transgressão religiosa inaceitável. Foi por isso que um assassino se postou na porta de uma escola do Paquistão, e quando a menina Malala ia descer do ônibus escolar deu um tiro em sua cabeça. Cumpriu sua missão divina. Restaurou a ordem, a moral a crença ao impedir que uma jovem estudasse. Está escrito em algum lugar, não se sabe onde, que mulher não pode ir a escola. Pelo menos é o que a liderança talibã divulga entre os seus fanáticos. Pouco sobrevivem a uma bala na cabeça ou então ficam com sequelas para o resto da vida. A primeira notícia é que era tinha morrido.

Depois de um ano, Malala, agora mo 16 anos deu sua primeira entrevista. Contou os seus sonhos, disse que quer ser política, conversar com o Talibã e lutar pelo direito de todos irem  a escola. Sem magoa, sem rancor, sem ódio, nem uma palavra contra quem tentou matá-la. Malala é uma pessoa que se assemelha a um maha atmam, um ser  de alma grande, de grande sentimento de compaixão e ativismo social. Com ou sem o prêmio Nobel da Paz ela já escreve o seu nome entre os ícones do século 21 e já inspira meninas e meninos de todo o mundo. Graças as redes sociais todos a conhecem e difundem a admiração pela sua luta. No entanto Malala precisa se cuidar. O líder talibã de plantão deu uma entrevista e declarou solenemente que  ela está na lista dos que devem ser mortos. Gandhi também foi assassinado, mas Malala não precisa ser.