Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

A história da cadelinha Kate

 Quando fazemos uma boa ação estamos fazendo um bem ao próximo.

É natural que nos orgulhemos disso.

Muitas vezes não temos, sequer, a dimensão dela.

Ainda assim a sociedade é implacável.

As pessoas identificam valor nas boas ações.

Alguma coisa que diferencia uma pessoa da outra.

Nem sempre somos capazes disso.

Por isso, o premio da boa ação, são os bons olhos.

Voluntárias, ou não, as boas ações fortalecem o que há de melhor em cada um de nós.

Mostra um mundo melhor, onde o bem sempre se sobressai.

Nos dias de hoje, quase uma exceção, o que faz com que o valor de uma boa ação aumente.

Regra simples da oferta x demanda.

Em um mundo de exceção, o pouco de bem que seja feito, faz uma grande diferença.

Fazer diferença, no entanto, deveria ser muito pouco.

Fazer com que a boa ação seja uma regra é mais valioso.

Devemos contaminar o mundo com boas práticas.

E não sermos elogiados pela excepcionalidade.

Mesmo porque quem recebe o melhor por uma boa ação feita?

Alguém que se foi beneficiado por ela (a boa ação)?

Ou quem a fez?

Pois bem...

Hoje faz um ano que fui presenteado por Deus.

Na manhã de uma sexta-feira, andava de carro em uma estrada que une os municípios de Caieiras e Mairiporã em São Paulo.

Presenciei o abandono de um cão.

O carro saiu em disparada e o cão correu, em vão, para acompanha-lo.

Uma cena chocante.

Fiquei sem ação e continuei minha viagem.

Pensei: “quando voltar, se o cão estiver aí, o pegarei”.

Pura promessa fácil de não ser cumprida.

Talvez servisse apenas para “aliviar a minha barra” por minha omissão.

Por mais que não tivesse condições de fazer coisa alguma naquele momento.

Esqueci.

Mais a tarde, voltando para casa, avisto aquele cachorro.

Passo reto e sigo em direção de casa.

Vem a minha cabeça, o que tinha pensado pela manhã, que pegaria o cão.

Retornei.

Lá estava o cão.

Em situação lamentável.

Enrolei o no meio de jornais velhos e o coloquei no porta malas do carro,

Fui em direção a um veterinário.

A sugestão foi deixa-la, a cadela, se recuperar um pouco, para dar banho na semana seguinte.

Assim foi feito, ela estava muito magra. 

Tinha claras dificuldades para se alimentar.

Após poucos minutos comendo, ela parava.

Passou a semana, enfim, Kate, a cadela, foi tomar banho.

Banho com muitos gritos, quase um desespero, sobretudo, quando era levantada pelo abdômen.

De banho tomado, novo exame da veterinária.

Mais gritos.

Muita dor.

E um diagnóstico: rompimento de diafragma.

Muito possivelmente resultado de maus tratos ou atropelamento, mas talvez um dos motivos de seu abandono.

Precisaria se submeter a uma cirurgia.

Muito arriscada.

Poucas chances de sobrevivência.

Todos os seus órgãos estavam impregnados em seus pulmões.

Por isso não conseguia se alimentar direito.

Fomos perguntados se faríamos a cirurgia.

???

Era isso ou esperar a morte daquela cachorrinha que tinha apenas duas semanas de convivência conosco.

Não havia opção.

Sequer o que pensar.

A cirurgia foi feita.

Por mais de 4 horas, Kate lutou para sobreviver.

A equipe médica foi brilhante.

Kate levou a melhor.

As chances de vida ainda eram pequenas.

Foram mais 10 dias de internação, sendo 3 de UTI.

Kate continuava firme.

Mais alguns meses e enfim a alta.

Kate venceu.

Isto já faz um ano.

E não há como negar, a felicidade que esta simpática cadelinha trouxe é algo incomensurável.

Tomara que todos nós possamos encontrar animais que façam boas ações como esta.

Pequenos guerreiros que se deixam serem adotados.

E enchem nossas vidas de felicidade e muito amor.

Obrigado Kate.