Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Amor & Trabalho

Pesquisas antigas e recentes comprovam que o local de trabalho costumeiramente é importante fonte de origem dos relacionamentos amorosos.

A explicação é muito fácil e decorre principalmente pelo número de horas de convívio entre as pessoas. Se na fase de estudante é natural que isto justifique os namoros entre colegas de classe, na etapa seguinte, de vida adulta, é durante o expediente que as possibilidades de encontrarmos nossa alma gémea se potencializam.

Mas não é somente a formação de novos casais que acontece, mas também o fim de relacionamentos, muitos até mesmo bem duradouros, que acabam por vir por água abaixo também motivada, de forma inversa, pelas horas de convívio.

Pois bem vejamos alguns números em uma cidade grande.

Costumeiramente as pessoas demoram cerca de 3 a 4 horas se locomovendo no trajeto de casa para o emprego e de lá para a casa novamente.

Diariamente o convívio entre colegas de trabalho se dá ao longo de 8 horas regulamentares, mais 1 hora de almoço e mais 1 hora, em média, que normalmente ficamos depois do expediente. Sendo assim, o convívio diário entre colegas de trabalho é aproximadamente de 10 horas.

“Sobra” para família cerca de outras 10 horas, e ao descontarmos o número mínimo de 6 a 7 horas para dormir, podemos chegar a conclusão que ficamos cerca de 3 horas com nosso cônjuge e filhos, tempo utilizado para jantar e colocar “toda a conversa em dia”.

Isto se nenhum deles não resolver fazer algum curso extra curricular, pós graduação ou similar. Neste caso restarão os finais de semana para toda a família.

Sob este ponto de vista, é até covardia fazer este tipo de análise, uma vez que certamente há outras questões a serem consideradas quando está se falando de relacionamento.

Mas o fato é que costumeiramente nossos colegas de trabalho estão bem arrumados e normalmente, devido as regras corporativas que permeiam o mercado de trabalho, se mostram equilibrados e educados (obviamente que há exceções). Longe de dizer que isto não possa ocorrer em nossa vida pessoal, no entanto, a falta de protocolos formais nos permite ser o que realmente somos.

Tudo isto na teoria, pois na prática, talvez isto possa ser ainda mais crítico.

As empresas já perceberam e analisaram este tipo de abordagem e é exatamente por isso que hoje, muito mais que tempos atrás, os relacionamentos amorosos entre colegas de trabalho têm sido aceitos de forma mais natural.

Contra fatos como estes não há qualquer argumento plausível que ainda justifique a imposição de regras que fujam de forma tão frequente desta prática já adotada pelo mercado de trabalho e seus componentes.

Ao vermos um colega de trabalho, podemos estar vendo nosso próximo cônjuge, e não há nada a ser fazer contra isso. Ou talvez haja...