Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Antes tinha o "Rouba, mas Faz" agora temos " Adultero, mas sou bonzinho"

 

Não quero em momento algum fazer qualquer conotação ou sinalização quanto a questões políticas ou abordagens relacionadas a determinadas pessoas, mas não achei nenhuma outra expressão melhor que pudesse me ajuda a compartilhar um entendimento que tenho já faz algum tempo.

Difícil negar que anos atrás, não tínhamos, de alguma maneira, a certeza sobre a real personalidade ou falta dela com relação as pessoas de uma forma geral. Por mais que se tratasse de assuntos repugnantes, havia mais clareza sobre o que era bom ou não. As pessoas se mostravam mais claramente como eram, agiam e, principalmente, quanto aos seus pontos de vista.

Talvez, possa ser inocência de minha parte, no entanto, entendo que não havia muito a preocupação sobre como se mostrar perante a sociedade. Quer fossem boas ou más, as pessoas eram mais transparentes e não se incomodavam em apresentar de forma objetivas as suas crenças.

Algo muito diferente do que ocorre nos dias de hoje, quando se tornou comum vermos muito se embalarem de imagens e valores sobre as quais não existe qualquer alinhamento. Talvez isso seja apenas uma visão mercadológica sobre como devemos nos apresentar para a sociedade, no entanto, é inegável que há enormes perdas nesta mudança de atitude.

Ao vermos alguém hoje reclamando por seus direitos em uma loja, ou qualquer outro local. Por mais que ele tenha razão, muitos tendem a olhá-lo com ressalva, devido ao seu suposto mal comportamento, que se resume a "falar alto" eventualmente, ou com um tom mais irritadiço.

Por outro lado, a pessoa que foi responsável pelo erro ou injustiça, ao falar com um tom de voz mais baixo, imediatamente, se mostra como "a vitima", aquele sobre quem devemos ter compaixão por estar sendo "vitima de um ato grosseiro".

Balela Balela Balela....

Ser bonzinho, quietinho, sereno são características que estão longe de permitir a construção sobre como uma pessoa realmente se porte, sua honestidade, seus valores e suas crenças.

Por mais que seja de bom tom, conservarmos esta suposta serenidade, não podemos cobrar de ninguém o seu direito pela indignação.

Recentemente, um amigo tomou conhecimento que um ex parceiro dele, adulterou citação de um projeto de autoria de ambas, apenas para que seu nome ficasse em destaque. A indignação demonstrada por este meu amigo, e a passividade de seu parceiro, me fez, confesso, achar que a pessoa mais "controlada" estaria com a razão.

Admito que não cheguei a uma conclusão efetiva, mas com certeza, se for o caso, tentarei me colocar por dentro da indignação de meu amigo. Mas de preferência, deixarei isso para uma alçada maior.