Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Críticas, suas motivações e valias: Emissor e Receptor

A palavra crítica vem do grego kritikē.

Segundo os dicionários, a arte de discernir, separar, julgar.

Nota-se que não há qualquer associação com valor, se positivo ou negativo.

Talvez por conta disso, costuma-se utilizar outra classificação.

Ela pode ser construtiva ou destrutiva.

Pois é.

Diga-se de passagem, uma distinção muito pontual e conveniente.

A verdade é que qualquer crítica é identificada como um “senão” ao trabalho apresentado.

E se for positiva?

Neste caso é um elogio, e quase que apenas no mundo das artes ouvimos a expressão “crítica positiva”.

Sendo assim, vamos voltar a questão relativa a ela ser construtiva ou destrutiva.

O que realmente difere, em nosso dia a dia, é a forma.

Quando a crítica é feita de forma equilibrada, tende a ser chamada de construtiva.

Por mais que não seja.

Por outro lado, se apresentada de maneira destemperada, vai para a categoria destrutiva.

Também por mais que não seja.

Ambas poderão, igualmente, serem uteis.

Depende de quem as recebe.

Há pessoas que jamais receberão bem qualquer uma delas.

Há outras que sempre aproveitarão delas.

Mais...

Crescerão com elas.

A maioria, infelizmente, não.

Normalmente se faz a seguinte distinção.

Quando bem recebida, tendemos a chama-la de construtiva.

No caso contrário, ela é considerada destrutiva.

E aí, frequentemente, passível de ser ignorada.

Se isto é verdade, é possível afirmar que o resultado da crítica depende exclusivamente do receptor.

Por outro lado, existe outro ponto de vista, que depende de forma mais vigorosa do emissor.

Crítica feita de forma destemperada é chamada de destrutiva.

... remete para a ofensa.

Seja ela qual for, pega pior para o emissor.

Já a crítica feita de forma equilibrada é considerada construtiva.

Tende a ser mais bem aproveitada.

Seja ela qual for o emissor é o vencedor potencial.

Não há dúvida que uma coisa é comum a tudo isso, o enorme paradoxo: “a forma acaba por valorizar seu conteúdo.”

Não deveria ser assim, mas é.

Sempre lembrando que a arte de fazer uma crítica, que é criticar, está enraizada com o falar mal.