Área de Conhecimento

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No ultimo domingo, Formula 1 começou a resgatar a Gestão do Conhecimento

Alguém assistiu ao Grande Prêmio de Formula 1 de Cingapura no ultimo domingo?

Vitória do inglês Lewis Hamilton, que passou a liderar o campeonato mundial.

Engana-se no entanto quem acha que a corrida foi igual as demais.

A prova foi emocionante, principalmente, por conta de uma mudança de regulamento que influenciou muito seu resultado.

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) resolveu proibir a troca de mensagens de radio entre a equipe do boxe e seu respectivo piloto.

Dentre elas, informações sobre as melhores pontos de ultrapassagem, técnicas em determinados momentos nas corridas e tantas outras.

Até mesmo sobre as situações dos rivais e definições sobre as paradas para troca de pneus.

Sobrou até para as tradicionais placas postadas junto ao muro. Todas elas foram para o armário.

Para muitos, o piloto voltou a ser piloto.

E passou a ser o grande, o maior, responsável por sua vitória.

Como era no passado, aliás, como sempre deveria ter sido.

Até mesmo o então líder do campeonato, o alemão, Nico Rosberg sofreu por conta desta mudança.

Prejudicado por um problema em seu volante ainda na volta de apresentação, precisou sair do boxe.

Com o novo volante, mais um problema.

As informações sobre as marchas estavam equivocadas.

Embora o carro estivesse em plenas condições, a falta de informações e no caso de Nico, informações equívocadas da marcha utilizada, foi o suficiente para que cada volta dele fosse cerca de 5 segundo mais lenta que do seu companheiro de equipe, Hamilton.

Uma imensidão!!!

Poucas voltas depois, ele abandonou a corrida, e por conta disso, também a liderança da competição.

Pois é, o que a FIA fez?

A FIA definiu que o compartilhamento de dados e informações, a sua devida contextualização, o conhecimento, em busca de melhoria de performance, fosse proibida?

Não, certamente não.

Apenas sinalizou, mesmo que tenha sido por decreto, que equipes e pilotos terão que conversar, trocar ideias, informações, boas práticas, lições aprendidas, o que quer que seja, através do contato pessoal.

Isso mesmo, a FIA firmou como regra os conceitos mais básicos e fundamentais que permeiam a Gestão do Conhecimento.

O caminho, supostamente, mais fácil, da mera troca por conta dos inúmeros artificios tecnológicos está proibido.

Para o esporte, talvez seja apenas uma sacada para torná-lo mas competitivo.

Afinal, para o melhor piloto, isto não fez diferença nesta corrida.

Talvez fará na próxima.

Talvez não.

Cá entre nós, certamente fará.

Vencerão o piloto e a equipe que melhor fizeram acontecer o processo de gestão do conhecimento, isso, obviamente, associada a sua performance.

O verdadeiro processo onde as pessoas estão no centro.

E não aquele onde a tecnologia é considerada o principal componente.

Mais um grande exemplo sobre a relevância deste tema em nosso dia a dia.

Desde domingo em uma corrida de automoveis com abrangência mundial.

E certamente, em cada pequeno ato que tomamos em nossa vida pessoal e profissional.

Afinal, Gerir conhecimento é o ar que respiramos.