Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Nos dias de hoje, o que nos move?

 Quando inseridos em momentos de crise e/ou diante situações não muito promissoras é frequente que cheguem aos nossos ouvidos frases e sentenças que costumam trazer consigo algum alento. Seu irmão mais próximo, o otimismo, se caracteriza pela disposição em enxergar, sempre, o lado bom de qualquer momento vivido. Ao contrário do que o nome pode sugerir, no entanto, o otimismo não possui qualquer relação direta com o positivismo, corrente filosófica nascida na França no século XIX e que defende o conhecimento científico como única forma de conhecimento verdadeiro. Ainda assim, é salutar afirmar que o otimista é aquela pessoa que pensa de forma positiva.

Sem que haja qualquer evidencia científica, o principio básico que fundamenta alguém otimista é a crença de que a solução para qualquer adversidade se inicia a partir da ciência de que foi necessário passar por ela. Uma vez inevitável toda a experiência vivenciada nos permite ganhar algo, visto que sempre aprendemos e crescemos com ela. Daí o lado positivo, sempre presente. Por outro lado, também é legitimo que possamos questionar tudo isso, o que por si, de modo objetivo, pode apenas prejudicar a evolução do processo de aprendizagem.

Quanto a questionarmos, cabe, no entanto, certa distinção. Quando fazemos isso no sentido de não aceitarmos e/ou de ficarmos inconformados, evidenciamos a presença de uma visão distorcida e muito própria, porque não dizer egoísta, de que tudo deveria acontecer exatamente da forma como gostaríamos. Quando isso acontece, não aprendemos, e neste caso é inegável que o otimismo não se faça presente, uma vez que não haverá qualquer garantia de que em breve possamos novamente estar na mesma situação. Por outro lado, quando questionamos alguma situação vivida, tendo como foco, identificar o que poderia ser feito de forma diferente, potencializamos o desejo de melhorar, o que aumenta, ainda que não garanta, a possibilidade de em breve estarmos navegando em mares mais propícios.

O tempo é outro fator que costuma ser muito relevante. Alcançarmos algo que desejamos demanda tempo, que uma vez preenchido por momentos de evolução, jamais trarão consigo, seu maior inimigo, a demora. Apenas identificamos a sua presença, quando não queremos que ela esteja ao nosso lado, um paradoxo. Os adeptos da verdade que diz “o melhor da festa, é a espera por ela” acreditam piamente que todo o momento vivido é prazeroso. Estas pessoas podem se considerar mais que otimistas, pois conseguem incluir o prazer em patamar próximo ao do aprendizado. Quem dera eu fosse assim. Já aqueles que acreditam ser o tempo, o principal elemento que permeia o mundo em que vivemos, costumam dar mais valor a ele, do que propriamente as experiências vividas durante sua evolução. Nos dias atuais, muitas destas pessoas são aquelas que preferem registrar suas experiências, através de milhares de selfies, que aproveita-las ao máximo. Impossível ser otimista desta forma, tendo o tempo batendo insistentemente a sua porta.

Viver um momento de cada vez, aproveita-lo ao máximo é muito mais que uma terapia de autoajuda. Trata-se de valorizar de forma plena a nossa vida e preenche-la de perspectivas e oportunidades de crescimento. Afinal a força que irá nos guiar por qualquer caminho tem como combustível a luz que emanamos de nosso coração. Deus dará sempre a esta luz a intensidade devida para ultrapassarmos ou passearmos ao longo do nosso trajeto. Com Ele ao nosso lado, estaremos, sempre, no comando.

Beijo mãe.