Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Olá, aqui é o José da empresa X...

Pois é...

Quantos de nós diariamente atendemos ou somos atendidos com saudação similar a esta.

Imediatamente após o nome próprio, um sobrenome importante, corporativo.

Uma empresa, uma marca.

Algumas vezes o sobrenome não precisa sequer ser citado.

Mas, mentalmente ele está lá presente.

Até que...

Pois sim.

Quando saímos da organização, “perdemos” este sobrenome.

Em alguns casos, apenas mudamos.

Como se fosse um novo casamento.

Ou até mesmo um pedigree.

Ao longo de nossa vida profissional acabamos nos acostumando com isso.

Até que...

Um dia, assumimos o verdadeiro e, certamente, o mais importante de todos os sobrenomes.

O nosso mesmo.

Uma coisa é certa, todos passaremos por isso, um dia.

Pois é, passamos a ser o “José da Silva, Pereira, ou qualquer outro nome que seja”.

A partir daí é conosco.

E só conosco.

E neste momento passamos a ver como as pessoas realmente nos veem.

Se somos ou não, valorizados, reconhecidos e/ou até mesmo considerados.

Uma experiência interessante, às vezes, dura.

Algumas pessoas quando perdem seus sobrenomes corporativos, se perdem.

Outras lamentam.

Muitas se surpreendem, pois talvez, algum dia, chegaram a pensar que seria diferente.

Com elas, isto não aconteceria.

Há um grande paradoxo nisso tudo.

Normalmente, as que se surpreendem, são justamente aquelas pessoas que passam a tratar de forma diferente os colegas que perdem seus sobrenomes corporativos.

Mas isto não é um castigo.

Afinal, vale a máxima: “Trate sempre os outros como você gostaria de ser tratado”.

Ainda bem que você que chegou até o final do texto, certamente não faz isso.