Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Os tipos de inovação que devemos implantar em nossa vida pessoal e corporativa.

Novos temas e assuntos costumam ganhar destaque e status de “Salvadores da Pátria”.

O paradoxal é que muitos deles sequer chegam a ser realmente inéditos.

Quando muito, aparecem com uma nova roupa.

Ou recém-saídos de uma cirurgia plástica completa.

A inovação, de tempos em tempos, acaba por ser um destes temas.

Hoje em dia novamente, está em destaque.

A palavra inovação se origina do latim INNOVARE que significa “renovar, mudar”, composto de IN-, “em”, mais NOVUS, “novo, recente”.

Diante este entendimento, se levarmos para a nossa vida pessoal, é possível considerarmos algumas questões interessantes.

Quando uma pessoa troca seu cônjuge por outro de idade menor, ela está sendo inovadora?

Vamos pensar.

Houve mudança?

Sim, no caso por “alguém” mais novo.

Então, conceitualmente, esta pessoa é inovadora.

Quando uma pessoa busca sempre renovar a forma como se relaciona com seu cônjuge de muitos anos, ela está sendo inovadora?

Vamos ver.

Houve renovação?

Sim, no caso do próprio relacionamento entre as “partes”.

Seguindo a risca, esta pessoa também é inovadora.

No entanto, há diferenças.

No primeiro caso, digamos que a troca do “cônjuge” pode ser considerada uma Inovação Radical.

Pois ao que parece pode sinalizar um salto de desempenho.

Uma nova relação tende a assumir esta característica.

A busca é por resultados que alcancem outro patamar, por mais que isto possa ser temporário.

No segundo caso, a manutenção do “cônjuge” está associada a uma Inovação Incremental.

Nota-se forte associação com melhoria constante do relacionamento.

Neste caso, também se busca resultados de excelência.

No entanto, não há saltos de performance, mas sim, crescimento consistente.

Uma estreita relação com aprendizagem, o que acontece ao longo de um processo, não de forma pontual. 

Então podemos ser Inovadores Radicais ou Inovadores Incrementais?

Mas é tão simples assim?

Não.

Ninguém consegue viver de Inovações Radicais.

Aliás, pessoas que mudam frequentemente de relacionamentos, talvez sim.

No caso uma clara deficiência de buscar ou desenvolver melhorias.

Sendo assim, sem querer julgar ninguém, ao que parece quem vive de Inovações Radicais tende a ter alguma dificuldade em melhorar a forma como atuam.

Mas quem pode negar que ao se buscar um novo cônjuge, não está se buscando melhor a sua atuação?

Verdade, mas para isso foi necessária a mudança do parceiro.

Mas ainda assim, a Inovação Radical também pode sinalizar aprendizagem, assim como notada na Inovação Incremental.

Enfim, em ambas as situações há aprendizado.

Aprendemos sendo Inovadores Radicais ou Incrementais.

Talvez a diferença esteja na forma como a sociedade enxerga.

Dentro deste cenário, as pessoas Inovadoras Incrementais tendem a ser vistas com melhores olhos.

Talvez puro preconceito.

Mas é fato.

E se seguirmos a mesma logica para o mundo corporativo?

As empresas Inovadoras Radicais ou Incrementais, como são vistas?

A tendência natural no mudo corporativo é distinta.

Os grandes saltos tecnológicos tendem a ter mais destaque no mercado.

As organizações tendem a ser vistas como mais “ligadas” nas mudanças do mundo corporativo.

Sendo assim as Inovadoras Radicais ganham ponto.

Talvez, também seja puro preconceito.

Mas também é fato.

Afinal o que se espera?

Que sejamos Inovadores Incrementais na vida pessoal e Inovadores Radicais no mundo corporativo?

Ou o contrário?

Pois é.

Justamente por não haver uma resposta definitiva, a constatação é uma só: 

O que realmente importante é que sejamos Inovadores.

Se bem que...