Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Para abrir novas portas, algumas precisam ser fechadas.

Costumeiramente muitos de nós adotamos em nossa vida profissional e pessoal certas regras tácitas esculpidas pelo mundo corporativo.

Gostaria de destacar uma delas.

É frequente ouvirmos falar a singela frase: “É preciso deixar a porta aberta”.

Normalmente lembramos dela em algumas situações especificas.

Uma delas, quando saímos de uma organização para outra.

Frase moldada para sinalizar que, por conta de não sabermos o que o futuro nos reserva, talvez tenhamos que utilizar esta porta novamente.

Desta vez, para entrar, isto é, para voltar.

Algo bem similar acontece na vida pública, sobretudo, com os políticos.

Aliás, se há algo que eles nos ensinaram é sempre “deixar a porta aberta”.

No caso, várias delas, quer sejam de partidos políticos, cargos e que tais.

Talvez por conta disso, mesmo que a dança das cadeiras seja tão frequente.

Nós costumamos achar isso, um absurdo.

Mas em nossa vida pessoal, isto também acontece.

Muitas vezes somos invadidos pela impressão que até mesmo em relacionamentos de amizade, precisamos “manter a porta aberta”.

A justificativa, presente, sempre está associada com o que poderá ser demandado no futuro.

Esta questão está forte inclusive em relacionamentos amorosos.

Pois é.

Talvez a vida não esteja deixando que possamos aprender algo mais importante.

Uma vez que algumas portas devem ser fechadas, justamente para que outras possam ser abertas.

Além disso, quando fechamos uma porta, há algo obvio que parecemos esquecer.

A porta não deixa de existir.

E por conta disso, poderá ser aberta novamente, se for o caso.

Não de supetão de forma ríspida, como nunca deve ser.

Mas fundamentada em muitas certezas.

O perdão é uma delas.

O levantar é outra.

Por fim, dar a volta por cima.

Pensando assim, podemos sugerir que “manter a porta aberta” talvez, possa estar associado com o temor de admitir o erro e aprender com ele.

Será que é inteligente viver assim?