Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Pessoas que nos desejam o bem e outras que nem tanto... o que importa mesmo é a fotossíntese.

 Pessoas que nos desejam sucesso e bons votos, que tentam agir em prol do nosso bem estar. Elas existem? Certamente que sim. Ainda que muitas vezes seja difícil identificar evidências objetivas de que suas palavras de conforto irão, realmente, nos ajudar a ficar, digamos, numa boa.

Pessoas que nos levam para baixo, que têm natural tendência a jogarmos para baixo. Elas existem? Opa, claro que sim, por mais que nem sempre isto ocorra de forma espontânea. Também não há qualquer evidência de que o negativismo presente nestas pessoas irá realmente nos afetar.

A verdade é que, sejam boas ou nem tanto, as pessoas não têm qualquer controle sobre o impacto daquilo que exalam em nossa direção. Ainda assim é legitimo considerarmos a importância dos votos de felicidades. Talvez por isso, eles costumam estar mais presentes em nossa volta. Se considerarmos 10 pessoas com as quais nos encontramos diariamente, certamente nenhuma delas irá explicitar que algo não muito bom nos acometa. Parte, maioria ou não, desejará ao menos um bom dia. Outros não falarão coisa alguma.

Note que usei a palavra, explicitar. Ato de tornar claro ou evidente, eis um dos significados deste verbo. Um paradoxo se compararmos com seu verdadeiro uso no dia a dia. Costumamos expor intenções que não representam aquilo que desejamos. Exagero? Talvez sim, mas será que quando damos um bom dia para alguém, realmente estamos querendo isso? Acredito que você, sim, pois até mesmo teve a paciência de chegar a esta parte do texto, mas confesso que às vezes eu falo apenas por educação.

Não estou sugerindo, no entanto, que tenhamos a mordaz verdade presente nas crianças que costumam falar o que realmente pensam ou desejam, mas o fato é que vivemos em uma sociedade que tem como expectativa que mostremos ser alguém que nem sempre, somos. Nestes casos, a verdade passa a ser quase sinônimo de falta de educação.

De qualquer maneira, cabe considerar que, uma vez que não temos a certeza de que aquilo que recebemos de outrem seja legítimo, bom ou mal, talvez possamos nos blindar acreditando que a energia que nos fará seguir em frente, está presente dentro de nós mesmos. A natureza pode explicar isso através da fotossíntese, um processo físico-químico, a nível celular, realizado pelos seres vivos clorofilados, que utilizam dióxido de carbono e água, para obter glicose através da energia da luz solar, de acordo com a seguinte equação: Luz solar + 12H2O + 6CO2 → 6O2 + 6H2O + C6H12O6.

Destaca-se “...obter glicose através da energia da luz solar...”. Ao que parece, até para quem não conhece muito o tema, que é o meu caso, há uma clara sugestão da importância da glicose para a vida dos seres vivos clorofilados, cuja fonte é a energia da luz solar. Sendo assim, é razoável concluir que esta energia garantirá a vida. Como somos humanos, no entanto, esta energia, não terá origem solar e sim uma fonte presente dentre de nós. Ela terá o papel de nos manter firme enquanto vivermos, e posteriormente, estará propagada nas atitudes e exemplos que compartilharmos ao longo de nossa existência.

Neste sentido, torna-se ainda mais evidente a nossa dependência da verdade presente dentro de nós mesmos, pois é ela que nos alicerçará. Ainda assim, há sempre outra opção. Que saibamos dispensá-las.