Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Por mais que seja bem planejado, o primeiro beijo pode não acontecer.

Particularmente tenho minha origem profissional pautada junto aos conceitos de gestão de projetos.

Acredito, piamente, que todas as atividades que desenvolvemos em nossa vida pessoal ou profissional podem ser estruturadas como projetos, justamente pelo fato de serem compostas por alguns elementos básicos, dentre os quais é possível citar: escopo, planejamento e meta a ser atingida.

Dentre elas entendo que o planejamento seja um dos itens mais críticos, principalmente no que diz respeito a dimensionamento de recursos, tempo e até mesmo indicadores para acompanhamento de qualquer projeto.

Apenas através dele é possível potencializar o atendimento de qualquer meta de projeto, no entanto, sua execução por mais bem feita que seja não garante o sucesso do mesmo.

Isso me faz lembrar um colega que me relatou sobre todo o seu planejamento para que enfim conseguisse ganhar o primeiro beijo da mulher amada.

Ele sempre foi muito tímido e sua abordagem junto a ela sempre se resumiu a cumprimentos bem rápidos, até que surgiu uma oportunidade.

Ela apareceu com a perna engessada rs rs. Este foi o argumento para oferecer carona para ela.

A partir da definição do escopo de conseguir algo com aquela garota por quem se apaixonara perdidamente, conseguiu colocar o primeiro passo efetivo em prol desta meta.

Ofereceu carona, que foi recusada.

Mas não desistiu, tinha bem definido seu objetivo e precisava convencê-la da carona, até a duração do período de perna engessada.

Conseguiu enfim, algo mais do que esperava, um aceite da carona e uma ida a uma pizzaria, devidamente acompanhada de outra amiga.

O planejamento estava correndo bem e ele passou a tomar ações que tornasse factível o atendimento de seu intento.

Passou a deixar diariamente cartões em todas as caronas que passou a dar para ela, por mais que os caminhos fossem totalmente fora de mão.

Saíram outras vezes e embora já tivesse revelado suas intenções, jamais havia tentado o seu tão desejado beijo.

Até que marcou um dia para jantar, quando enfim iria buscar alcançar seu objetivo.

Depois do jantar, uma sessão de cinema e quanto a luz ligou, ao final do filme, surgiu a chance, que acabou por desperdiçar.

Levou-a para casa dela e quando foram se despedir, enfim pediu um beijo e foi em direção dela... a noite estava propicia para isso e o resultado foi um...assustado não.

Isto mesmo, todo o planejamento tinha sido feito e cumprido a risca, no entanto, planejar com exatidão não é garantia de sucesso.

É como eu sempre comentei com ele: “Tudo estava 50% certo, só faltava os 50% dela.”

No entanto, continuaram se vendo esporadicamente, até que... efetivamente nada aconteceu e jamais acontecerá.

Em um projeto corporativo a mesma lógica pode ser utilizada.

Por mais que façamos tudo certo, há sempre o imponderável, e quando ele surge, o sucesso no atendimento de um objetivo pode não ocorrer.

O passo certo a tomar é aceitar o suposto fracasso quando ele surgir, “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.”

No entanto, de um jeito ou de outro, ele ao menos serve como aprendizado, uma lição que possibilitará que novos projetos futuros possam alcançar o enfim a meta desejada.