Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Por que temos tanto sono após o almoço?

O grande interesse em ouvir apenas aquilo o que queremos tende a ser uma das características mais comum nas pessoas. Por mais que a presença de diferentes opiniões e pontos de vistas seja algo salutar e reconhecido como muito importante para a nossa evolução, o fato é que costumamos seguir e, porque não dizer, buscar sempre a concordância de ideias. Exemplos disso costumam estar relacionados com coisas simples, e uma delas diz respeito ao almoço nosso de cada dia.

Neste mundo que nos impede, na verdade quase que nos obriga, a não ter hora, tão pouco local certo para tal, há algo que tendemos, mesmo que aos trancos e barrancos, manter de forma incólume: a definição das pessoas que irão nos acompanhar durante esta refeição.

A não ser quando se trata de um almoço de negócios, prática que consiste em promover a socialização entre partes, profissionais, tendo em vista atender determinado(s) objetivo(s), com interesse implícito ou explicito (o que não é pecado), normalmente almoçamos com as mesmas pessoas.

Muitas vezes por acreditarmos ser um momento sagrado de relaxamento e descanso das pressões do trabalho, entendemos que o almoço deva ser utilizado para assuntos amenos, através dos quais possamos desanuviar nossas mentes. Ainda dentro desta linha de raciocínio vem a predisposição de definirmos, previamente, os limites das conversas, como se houvesse um script a ser cumprido. Enfim, tendemos a boicotar nosso cérebro a se sentir estimulado em desenvolver novas linhas de raciocínio e/ou de comportamento.

Há um lado inquestionável referente ao fato dele, no caso o almoço, poder nos propiciar uma breve sensação de alivio e tranquilidade no meio do dia. Mas cabe também considerarmos se não há outras maneiras mais interessantes e produtivas para tal. É sabido que enquanto realizamos atividades pouco estimulantes, a nossa produção de hormônios reduz, provocando relaxamento natural de nossa atividade cerebral, o que acaba por nos colocar em stand by. Este é um dos motivos que confirma o fato de nossa capacidade produtiva, justamente após o almoço, tender a ser mais lenta do que pela manhã. Daí as doses de café, tenderem a ser mais frequentes no período da tarde, em clara tentativa de agirmos na consequência e não na causa.

Cabe-nos ter a ciência que a hora do almoço não deve ser tratada sempre como um amistoso encontro entre amigos de longa data para se jogar conversa fora.  O almoço na vida de um profissional deve ser encarado com um grande momento de socialização com outras pessoas, tendo em vista potencializar a produção de novos pontos de vista, a aquisição de novos conhecimentos, o compartilhamento de opiniões, o aprendizado sobre como se portar diante diferente situações e tantas outras coisas interessantes e igualmente ricas, enfim, verdadeiras oportunidades de ouro para o crescimento pessoal e profissional. 

Acredita-se que tudo isso será factível justamente quando diversificamos as pessoas com as quais almoçamos. Que elas pertençam a diferentes áreas da nossa organização, que sejam de outras empresas, algumas vezes, que sequer seus nomes saibamos (pelo menos até antes do almoço).

Será que é um exagero?

Com quem você almoçou na ultima sexta-feira e com quem pretende almoçar amanhã?