Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Quando confiar é o mesmo que não acreditar.

O que tende a permear qualquer relacionamento pessoal e profissional é a existência de uma relação de confiança entre as partes.

Por mais que possam existir certos interesses comuns entre pessoas e/ou organizações a confiança não é algo tão obvio.

A confiança é resultado de um processo evolutivo entre as partes.

O tempo certamente é um balizador.

Com o passar dele, esta relação se solidifica, ou não.

A confiança não insere qualquer processo de manutenção.

Difícil imaginar, por exemplo, que possamos testa-la para saber se ela está presente.

Por que isto acontece?

Justamente pelo fato que se duvidarmos é porque não confiamos.

Sendo assim, qualquer que seja o resultado do teste, a resposta já é conhecida previamente.

Em uma relação amorosa, por exemplo, a confiança não é obvia, embora seja muito desejada.

Não é raro que um cônjuge tenha total falta de confiança em seu parceiro.

Ainda assim, a relação pode se perpetuar.

Não é objetivo do artigo, insinuar ou qualificar o tipo de relacionamento.

Quando se tem a ciência que não há confiança, o processo fica mais obvio.

Verdadeiramente passível de controle.

Uma vez que não acreditamos, já deixamos alguns dispositivos devidamente ajustados.

De ambas as partes.

Por outro lado, em relações profissionais, isto é muito mais claro.

Toda e qualquer relação é permeada por algo que potencializa transformar o “confiar” em “acreditar”.

Sempre há algum documento, registro ou, até mesmo, contrato.

Certamente um instrumento reconhecido para firmar o vínculo de uma confiança.

A garantia de atendimento se faz através de um documento.

Por não acreditar ser possível que o acordado fique firmado apenas em palavras, se faz o documento.

Algo legitimo.

Não se questiona, no entanto, a real possibilidade de qualquer documento acabar por não ter efeito algum.

A verdade é que o “não acreditar” é suportado por um documento, o tal “vínculo de confiança”. 

Será que é um exagero?

A quantidade de e-mails compartilhados diariamente é absurdamente grande.

Justificável ou não, há coisas a serem consideradas.

Grande parte deles tem o objetivo de registrar e comprovar algo que foi acordado.

Um vínculo de confiança entre algo combinado.

Uma comprovação.

Um registro.

Pode haver confiança, mas isso não tira a necessidade de haver o registro.

O confiar não implica em acreditar.

Utilizar dispositivos para fortalecer isso já é uma prática.

É importante firmar diferenças entre o confiar e acreditar.

Pois muita vez só podemos confiar, justamente por não acreditar, ainda mais em relações profissionais, se bem que nas pessoais...