Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Quem nasceu para ser Suspensório, jamais será Cinto.

Embora haja registros que remetam o seu surgimento para a Idade Média, o cinto passou a fazer farte do dia a dia de nossa sociedade nos anos de 1920 devido a necessidade clara das pessoas precisarem segurar as calças o mesmo tempo que andavam.

Devemos lembrar que naquele tempo, a confecção de roupas não seguia uma padronização quanto aos seus tamanhos e dentro deste cenário o cinto surgiu como um acessório mais do que necessário.

Alguns anos depois, tomando como base ainda a necessidade das “calças não caírem”, surgiria os suspensórios, acessório que como o próprio nome sugere, ao “suspender as calças” resolveria a questão critica original.

Pois bem, não é difícil afirmar qual dos acessórios alcançou maior sucesso ao longo dos tempos.

Por mais que o suspensório tenha usufruído “certo” sucesso durante parcos anos, o cinto sempre se sobressaiu, e ainda que alguns estilistas, de tempos em tempos, tentem resgatar os suspensórios, seus desejos não passam de “sonhos de uma noite de verão”.

A grande verdade é que a criação do suspensório foi fundamentada por um grande erro estratégico relacionado a própria demanda que o originou, “substituir o cinto!!!”.

Muito embora, o suspensório atendesse a premissa inicial que o cinta buscava resolver, o de “não deixar as calças caírem”, até com mais eficiência, pois possuía maior adaptabilidade aos diversos tamanhos, fato que o cinto, até hoje, não consegue resolver, o suspensório tende a ser “mais exibido”, digamos assim.

Embora seja apenas um acessório, ele tende a se destacar quando usado, como se quisesse tomar conta do pedaço, ser o ator principal.

Já o competente cinto, está sempre lá, discreto, algumas vezes não notado, mas muito charmoso, a ponto de rapidamente ter se tornado um item a ser utilizado, não para “calças não caírem” e sim para dar um estilo todo especial no visual de quem o utiliza.

Não há como negar que o suspensório chegou a se tornar até mesmo uma característica a ser incorporada a uma pessoa. Caso não se recorde de alguém por seu nome, basta indicar, “é aquele que usa suspensório”.

Exibido com ele só, o suspensório parece querer ser o dono do pedaço.

No mundo corporativo, também é muito comum, algumas pessoas quererem ser suspensórios, facilmente notados, com certa utilidade embora na verdade pareçam obsoletos ou foras da moda.

Por outro lado, os funcionários cintos podem não ganhar o Oscar de melhor ator, mas vai sair sem cinto para você ver. Sim, as calças podem cair, muito embora esta não seja sua função primordial.

Pode até ser que durante alguns momentos os suspensórios sejam mais enxergados, mas a perpetuidade só será conseguida com o cinto, como a própria história nos mostra.

Mesmo porque, quem nasceu para suspensório, jamais será cinto.