Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Reciprocidade x Iniciativa

Algo desejado por muitas pessoas.

Normalmente percebido quando não se é encontrado.

Pois é, ao que parece é mais fácil falar sobre a falta de iniciativa.

Não há sequer uma palavra que caracterize a sua existência.

Quando ela está presente em alguém, falamos que a pessoa a possui.

Ela tem iniciativa.

Por outro lado, sempre que alguma expectativa nossa em relação a ação tomada por outrem não é atendida, fala-se sobre sua falta.

Sobretudo quando não se nota qualquer ação.

Ao que parece uma pessoa sem iniciativa, muitas vezes é aquele que não age, quando devia.

Como se não agir, já não fosse uma decisão de ação a ser tomada.

A verdade é que muitas vezes acreditamos que algo precisa ser feito, sempre.

A ânsia pela ação está estreitamente associada com esta demanda.

Parar, respirar, pensar e aí sim tomar uma decisão, nem sempre são coisas bem vindas.

Ainda mais quando a decisão é exatamente, não agir.

A regra parece obvia.

Se agimos, temos iniciativa, se não, somos pessoas sem ela.

O carimbo é o próximo passo.

Difícil de ser apagado.

E pode resultar, em outra, também obvia, reação.

Ações e ações sem limites.

Sem a formação de um pensamento que fortaleça e justifique a sua necessidade.

Para se afugentar da alcunha de “sem iniciativa”, este é o remédio prescrito.

Normalmente receitado pela própria pessoa.

Como se fosse um “toma lá, da cá”.

E aí, mora o perigo.

Decisões e ações equivocadas.

Erros mesmo.

“Mas não se era para ter iniciativa?”.

Certamente que não são todas as pessoas que agem desta maneira.

No entanto, o dia a dia acaba forçando muitos de nós a agir assim.

E o passo seguinte é a decepção.

Pelo equívoco da decisão, e ação, tomada.

O que nota-se é a falta de uma postura efetiva que permita justificar a “não ação” com o mesmo fundamento da “ação”.

Permitir isso com aqueles que nos cercam fortalece qualquer relação.

Quer seja pessoal e/ou profissional.

A reciprocidade pode ser esta “coisa”.

Ter ciência sobre isso, permite pensarmos de uma forma mais sistêmica.

Mais um grande desafio.