Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Relação, Comunicação e suas premissas

 O que é básico para haver comunicação?

Mais ainda que uma linguagem...

Que haja dois elementos, um emissor e um receptor.

Trata-se de uma premissa essencial.

Se não houver, minimamente, alguém para enviar e outro para receber uma mensagem, não haverá comunicação.

Todos os demais elementos são complementares.

Pode até mesmo sequer haver uma mensagem a ser transmitida.

Ainda assim algo poderá ser trocado entre emissor e receptor.

A existência de uma linguagem específica também é dispensável.

Uma vez que há uma série de alternativas corporais que podem ser utilizadas como tal.

São inúmeros os meios possíveis.

Estamos falando de comunicação.

E neste caso, o mesmo entendimento cabe a qualquer relação.

Seja pessoal ou profissional.

Para que ela exista o essencial é haver dois elementos (pelo menos).

No caso, não possuem nominações específicas: emissor e receptor.

Mas qualquer relação demanda a existência de, ao menos, dois.

Paradoxal acreditar que um deles possa se achar mais relevante que o outro.

Definitivamente não.

Quando pessoal, obvio entender que a importância é similar.

Todos os envolvidos têm a mesma relevância.

Se isto não é verdade, não há relação.

E sim submissão.

Situação inoportuna que não fundamenta a existência de uma relação.

A mesma verdade que vale para comunicação.

Se o receptor ignora o emissor, ou vice versa, ela não acontece.

Trata-se de uma fraude.

Mas se a relação for profissional?

Pois bem... cabe, também, a mesma lógica.

Independentemente de haver diferenças entre os elementos envolvidos.

Se a interação entre um simples limpador de tapete e o presidente de uma organização não se fundamenta em uma relação, nada existe.

E ela existe justamente por um simples motivo...

Um lado espera algo do outro.

Não é interesse, é expectativa.

Da mesma forma que acontece durante a comunicação.

Por outro lado, se acharmos que só devemos comunicar ou relacionar quando tenhamos interesse.

Não temos nada.

Aliás, não somos nada, neste caso.

E mais um agravante.

Talvez em uma próxima oportunidade, não acharemos alguém que queira fazer parte desta comunicação ou relação.

Muitos se esqueceram disso no passado.

E hoje vivem só.

Sem seus cargos, vivem calados e sozinhos.

Alguns ainda se esquecem disso hoje.

E o final deverá ser o mesmo.

Mas há uma ótima notícia.

Sempre há tempo de reescrever nossa história.