Área de Conhecimento

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Sobre as Empresas mais Sustentáveis do Brasil, segundo a Revista Exame

Um tema que está na crista da onda.

Cada vez mais presente também no mundo corporativo.

A sustentabilidade tem sido considerada diferencial nas organizações.

Há questões interessantes que podem ser notadas.

Se observarmos o conceito de sustentabilidade, há muito que se discutir.

Originalmente, havia uma estreita ligação com recursos naturais.

Principalmente no que diz respeito a garantir o acesso destes recursos para gerações futuras.

Ao longo dos anos, o conceito original, no entanto, ganhou uma maior amplitude.

Foram criados novos limites.

Outros aspectos importantes também passaram a ser considerados.

No entanto, alguns deles questionáveis do ponto de vista de “será que realmente tem a ver?”.

Não há certo ou errado, mas...

Gostaria de compartilhar uma leitura que fiz na ultima semana.

Na edição de novembro da Revista Exame, da Editora Abril, há um encarte especial sobre as “Empresas mais Sustentáveis do Brasil”.

Leitura interessante, muito embora o fato de não haver um maior detalhamento sobre a metodologia utilizada na pesquisa, certamente impede uma maior compreensão sobre o tema e sua efetiva relevância no dia a dia das organizações.

De qualquer forma, muito importante notar os pontos considerados, apresentados na revista, como fracos pelas empresas mais sustentáveis.

Há certa diversidade, no entanto, três aspectos se destacam, surpreendentemente com a mesma relevância, do ponto de vista da quantidade de citações na pesquisa considerada.

O primeiro deles diz respeito realmente ao fato de metas e/ou objetivos referentes a redução de emissão, reuso de água, reciclagem de materiais e outros de natureza semelhante, não terem sido alcançados.

São temas com estreita ligação as questões ambientais voltadas para garantir a disponibilidade de recursos renováveis para gerações futuras.

Algo bem próximo com o entendimento original que permeava o conceito de sustentabilidade.

O segundo deles está associado com a falta de indicadores e metas sobre os mais variados temas, dentre eles até mesmo aqueles relacionados com satisfação da equipe, remunerações e outros.

Pois é.

Segundo o Lendário, Peter Drucker, “algo que não se pode medir, não pode ser gerenciado”.

Algo tão básico deveria estar bem longe de ser algo ainda ausente nas empresas.

Ainda mais naquelas mais sustentáveis.

Uma empresa não precisa ser sustentável para ter indicadores.

Mas certamente, não possui-los é algo realmente preocupante.

Por fim, o terceiro tema citado como “ponto fraco” está fortemente associado a problemas de comunicação e/ou divulgação de determinados temas junto a própria equipe de colaboradores.

Ops...

Certamente algo também básico e que também já deveria estar longe de ser uma realidade nas organizações, sobretudo nas mais sustentáveis.

Compartilhar informações, partilhar entendimentos organizacionais, garantir que os colaboradores tenham acesso (ciência) as decisões pertinentes, políticas internas devidamente implantadas são questões essenciais, para qualquer grupo de pessoas que desenvolvem atividades em prol de objetivos comuns (uma empresa, quem sabe).

Será realmente que estas, digamos, fraquezas, ainda estão tão presentes ainda nas organizações?

Segundo a pesquisa apresentada na Revista Exame, sim.

E mais, estes pontos fracos estão presentes justamente nas empresas mais sustentáveis do Brasil.

Preocupante.

Publicações voltadas para assuntos corporativos são sempre importantes e interessantes.

Elas correspondem em um importante meio para sabermos o que está acontecendo no dia a dia do mercado.

Mas certamente, suas analises não são conclusivas.

Permite múltiplos entendimentos.

Esta é a melhor parte.

E a pior também.