Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Sorrateiramente....

Distantes e nada íntimos. Ainda assim nos permitimos algumas indiretas sempre devidamente disfarçadas pela desfaçatez do ‘é brincadeira’. Nos falamos quase todos os dias, ainda que sequer a voz um do outro saibamos distinguir. Posso afirmar isso, uma vez que ajudei a construir muros, que nos protejem, ou não, do que talvez pudesse vir a ser inevitável. Seria mesmo?

Afinal o que poderíamos querer de uma incipiente e inusitada proximidade que, de tão improvável, parece tão óbvia na mente de cada um de nós. Explicitar isso pode ser entendido como baixar a guarda mas inegável acreditar que encurtaria o caminho em atalhos bem eficientes. Será que realmente os queremos trilhar?

Ansiedade e certo tremor gostoso parece me invadir quando vejo ao horizonte um discreto sinal de fumaça vindo das suas bandas. À minha mente vem a gabola certeza: “pensou em mim”. Extasiado por um pulsar mais intenso, disfarço machistamente e demonstro uma solidez que dura pouquissímos segundos, para mim eternos. Eis que sopro de volta. Serei notado?

Na certeza de serem curtos, vivo intensamente aqueles momentos. Meço as palavras de forma irresponsável, talvez ofuscado pela intensidade de tanto brilho que me cega. Confesso não ver a fascinação de outrora. Agora ela parece invadir irresponsavelmente minhas entranhas, de forma exageradamente assustadora. Talvez uma bobagem ou seja resultado do que do jantar do dia anterior. Pelo menos tento me enganar. Esqueço se darei este cartaz todo do qual já desconfia ser merecedora. Até parece?

Não me furto a propagar meias verdades pois sei que elas já afirmaram o óbvio. Já você, perfumada por uma pureza curta se fantasia com as vestes da ignorância. A quem pensa, deliciosamente, estar enganando? Temeroso dos seus mistérios, o que me resta fazer a não ser passar pretensa generosidade? Assim que você me vê. Será mesmo?

Receio não ver futuro digno para este turbilhão de frios momentos de intensidade única por mim comungada. Tolo pensar que haveria algum, afinal são nos detalhes não vividos, apenas imaginados, onde mais nos identificamos. Coisa estranha. Talvez frescura. Ou quem sabe, apenas uma cantadinha sem propósito. Uai, pode ser tudo isso. Não o é. Olha só terminei o parágrafo sem uma pergunta. Técnica? sic

Interessante questionar o que este gostoso jogo de troca de palavras tem nos  proporcionado? Por já ter pensado de forma tão intensa nisso, tenho a resposta definitiva para isso: não sei. Dono da maior das curiosidades, me escondo dela olimpicamente e me delicio com tudo isso, até que... o silêncio volta a invadir. Poxa, o que fiz de errado?

Agora é esperar até o próximo fogo e posterior nova fumaça a ser avistada, Deus sabe quando. A única certeza é que todo o processo voltará a acontecer com intensidade desconhecida, o que torna tudo ainda mais excitante. És cruelmente cuidadosa, racionalmente me joga motivos por esta dinâmica. Algo ainda mais apaixonante que perde apenas para a crueldade que me presenteia. São as regras do jogo?

Continuarei a roubar suas frases, muitas mais que ainda virão à frente, ainda assim, temo afirmar que ficarás no lucro, por já ter levado, sem meu consentimento, algo muito mais intenso, que acredito me refutarei a demonstrar.  Bobagem, afinal, a quem penso enganar?