Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

A imagem não deveria ser tão importante: O Caso da Bonequinha de Luxo.

Uma das mais famosas atrizes de toda a história do cinema, Audrey Hepburn até hoje é lembrada por seu talento e, principalmente, por sua beleza.

Sua imagem com o justo vestido preto, o conhecido “pretinho básico”, até hoje é um dos grandes símbolos de beleza que permeia a mente de milhões e milhões de pessoas.

Mas existem outros significados nela.

Não há quem não associe a imagem daquela belíssima e elegante jovem, como sendo de uma pessoa de extrema classe.

Enfim, uma pessoa a ser considerada um ícone da elegância e exuberância.

Naquela ocasião, 1961, Audrey atuava em um dos seus papeis mais marcantes no filme chamado Breakfast at Tiffany’s, produzido a partir da obra de Truman Capote, que no Brasil recebeu o nome de Bonequinha de Luxo.

Pois bem, resolvi assistir aquele filme.

Minha expectativa era ver Audrey, na verdade, Holly Golighty, seu personagem.

Bem, o filme é “legalzinho”, possui uma história meio obvia e...

Isso mesmo, Holly nada mais é que uma acompanhante de luxo que durante todo o filme fica tentando se casar com um milionário e, desta forma, arrumar a sua vida.

Para mim, uma grande decepção.

Sempre pensei que Audrey com aquele vestidinho preto, ou Holly, era o puro e legitimo símbolo da elegância e classe.

Mas, afinal vi, que não passa de uma... garota “com interesses muito particulares”.

Confesso que pode parecer uma visão bobona, no entanto, embora o filme tenha mais de 50 anos, ele mostra algo obvio que até hoje invade os nossos dias.

A imagem normalmente nos diz tudo.

Erro...

A imagem normalmente define o que nós queremos ver.

Quantas vezes vemos embalagens tão belas, acomodando conteúdos tão ruins?

Quantas vezes vemos pessoas lindíssimas que na verdade modelam seres com interesses tão “próprios”?

Enxergar alguém precisa ser muito mais que ver simplesmente seus aspectos físicos.

Uma pena que demore algum tempo para que isso se faça presente em nossa mente.

Quando mais novos, queríamos sair com a menina mais bela da escola.

E agora?

Ao tomarmos ciência que a embalagem não é tão importante assim, mudamos a nossa forma de pensar?

Se pudéssemos, ainda faríamos questão de sair com a menina mais bela da escola?

Afinal, somos humanos, é natural que possamos cometer erros.

Mas também é salutar que pudéssemos aprender com eles.

Se não por vários motivos razoáveis, apenas por um: Evoluir.