Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

A eleição, o Facebook e a dentadura

 Em que nós, aqui no interior, podemos influenciar ou até mesmo decidir quanto às eleições, principalmente presidenciais? Ainda não sabemos ao certo! O que podemos afirmar é que há uma ferramenta que nos põe em igualdade com qualquer outra cidade deste país, a internet. O que as pessoas fazem durante todo o dia? O que as pessoas estão olhando? No que elas estão antenadas? Seja no computador, no tablet ou no smartphone a escolha não somente dos candidatos a presidente, mas para os demais cargos, passarão obrigatoriamente por via cibernética. Mesmo que estejamos fora dela, vamos sofrer tremendamente a sua influência. A questão já não é mais o melhor candidato ou proposta. O fato é a tendência que esse veículo aponta e quais atitudes seus seguidores tomarão. 

Existe algo que é líquido e certo: quem está no poder não está satisfazendo o povo. E o que os eleitores querem? Primeiro: que tudo funcione e, principalmente, a internet (!), talvez mais que os reclames públicos corriqueiros como segurança, saúde, educação e moradia. O cidadão não está mais conseguindo ficar sem comunicação rápida! Abro um parêntese nesta explicação que talvez caiba aos políticos mais inteligentes e com visão mais ampla. Postulantes a cargos públicos que propõem, por exemplo, a construção hoje de creches comunitárias já não comove o eleitorado a ponto de angariar votos. Por quê? O nível de conhecimento do povo com a profusão da comunicação deduz agora que, com essa proposta, o marido da família não tem o suficiente para manter o lar. Isso necessita que a mulher, a esposa, trabalhe para ajudar, ao passo que as crianças, os filhos, ficam aos cuidados das “tias” escolares. Não que estas não sejam competentes! Entretanto, a educação nunca será aquela que a verdadeira família proporciona. Diria que “caiu a ficha” do eleitor moderno.  

Não quero dizer que a população não aceite mais uma creche. Eu afirmo que muitos aplaudem isso, só que, depois, votam em outro candidato. Veja o que as últimas pesquisas eleitorais estão apontando neste exato momento. Quem está no poder ainda insiste que “faz e acontece” e não sobe na intenção de voto. E quem está deslanchando na frente? Certamente não é melhor. É a necessidade de substituição! Diria que esse fenômeno se chame: “Síndrome de Felipão”. E tem mais: vai ser o revide do povo ao governo pela Copa! Contra a política do “assim tá bom!”, onde viadutos caem. Pelo alto preço da energia, dos impostos, da fantasia do pré-sal e da farra na Petrobrás. Pelos doentes agonizantes nos corredores de hospitais...    

Se eu pudesse falar pra cada candidato, diria honestamente que as prioridades mudaram tremendamente. Sei que alguns “apaixonados políticos” não vão gostar disso. Ouça: o que não era importante, agora é! A prioridade é aquilo que você tem que fazer. É necessário fazer! Com o que você lida constantemente. Que você manipula! Portanto, como uma canção que ouvimos por ai, o povo não quer mais só “comida, bebida, diversão e arte”. Os novos meios de comunicação fascinaram o interesse público. O desejo das classes baixa, média e alta quadruplicou. Só para reforçar, voltemos à dentadura. Antigamente, dava-se uma dentadura em troco de um voto. Quem der um celular hoje aos chamados “mais necessitados” com esse objetivo, será eleito. Quem prometer e conseguir comunicação com perfeição, de modo barato ou com desconto na compra de aparelhos, vai para os braços do povo. Não é que não consigamos viver sem isso. Entenda! É que a comunicação imediata tornou-se tão imprescindível quanto alimentar-se, ter saúde, segurança, moradia e educação. 

A prova: tente agora mesmo falar com um filho, com a sua família, com um amigo. Tente mandar, compartilhar uma mensagem na internet! Se isso demora uma hora o xingamento e a esculhambação vão para a operadora. E se demorar cinco horas, nove horas, um dia? Três?!