Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

A manifestação contra os cambistas

Em países como a Alemanha, de origem protestante, o salário-desemprego é alto, mas as pessoas ficam deprimidas com a idéia de que elas estão recebendo sem produzir. Aqui no Brasil, o cara fica sem trabalhar só pra ficar recebendo. Estamos no meio de uma grande discussão: que tipo de país nós queremos? É obvio que o Brasil sempre escolhe as piores maneiras. Você vê a discussão do Bolsa-família o tempo inteiro e não tem uma porta de saída disso. O Bolsa-família médio que foi pago no ano de 2014 foi de R$ 97. As pessoas que recebem esse dinheiro são tiradas do mapa da miséria. Você imaginaria que com R$ 97 sua vida estaria fora da miséria? Não! Aí vem o governo, com orgulho, dizer que temos 50 milhões pessoas recebendo o Bolsa-família. Você já imaginou que desgraça?! O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Quer dizer que 1/4 dos brasileiros ganham R$ 97 em média e eles não são mais contados como miseráveis. De quatro em quatro anos, essas pessoas são "assustadas", para continuar sempre no mesmo lugar. Onde nós vamos chegar? Onde nós vamos estar daqui a algum tempo, já que todo mundo vai ganhar R$ 97? Um país de miseráveis! A Alemanha tem a Teologia Bíblica do Trabalho e consegue sair do caos de 1945 e hoje ser uma das maiores potências do mundo novamente. Se os alemães passassem os últimos 50 anos a receber R$ 100 do governo, eles estariam mais ou menos onde eles estavam antes, na mesma miséria de sempre! Só que eles têm a herança da pregação dos reformadores. A herança do apóstolo Paulo...

Toda a narrativa até aqui, ouvi em um sermão, do final do ano passado, do pastor Josemar Bessa, de uma pequena congregação carioca. Sem dúvida, esse é um dos problemas que motivam as pessoas a se levantarem contra esta lamúria espiritual (e material!) que vive o Brasil. Eu já não me assusto com a péssima administração do país, neste momento, absolutamente, perdida. Eu me apavoro com as intenções terríveis de que quem está no poder ou por detrás dele. Há muita coisa sendo decidida em reuniões fechadas, às escondidas, onde o povo parece estar sendo tratado como inimigo, na medida em que as deliberações são tomadas para sustentar partidos políticos, principalmente os governistas e suas bases.

Os protestos feitos até agora denotam não ter dado resultados, embora a presidente Dilma Rousseff esteja visivelmente abatida. Tentam colocar maquiagem nela, mas não conseguem disfarçar as suas olheiras de apavoramento; demonstra estar calma, mas parece que vai explodir a qualquer momento! Imagine você aí: por onde ela anda e passa, toma vaias e xingação. Só tem sido aplaudida onde tem militantes pagos. A coisa está tão esquisita que, quem não está contra esse governo, parece cúmplice de toda essa roubalheira. Depenaram não só a Petrobrás, mas todo poder e, querem ainda, que o povo trabalhe duro para repor o que foi surrupiado.

No dia 31 de março, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixou escapar uma possível nova medida. Sua fala foi a seguinte: "Seria inadequado dizer: jamais trarei um imposto novo. O governo tem de estar pronto para tomar as ações que sejam necessárias, com parcimônia. Mas, antes de inventar um novo imposto, o governo tem de acertar os que estão aí." Prezados leitores: isso é um péssimo sinal. Será que virá mais um novo CPMF? Significa que o esbanjamento vai continuar! Significa que a inflação está desgovernada...   

Li, há poucos dias, a edição nº. 37 da revista "Cristianismo Hoje". Nela, o articulista Carlos Carrenho faz uma análise esclarecedora sobre as manifestações dos brasileiros pelas ruas. Diz ele: "Essa história toda me lembra uma passagem bíblica que mostra Jesus entrando no templo, revoltado, com um chicote na mão, virando a mesa dos comerciantes que ali faziam negócios aviltantes. Tivesse ele apenas os exortado ou condenado verbalmente, e talvez a história nem fosse mencionada na Bíblia." Pergunto: será que só gritar pelas ruas está sendo suficiente? Será que já não está na hora do povo(aquele que trabalha mesmo!) se manifestar em dias da semana?