Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Os filhos da união que não deu certo

Hernan Cortez foi um espanhol que conquistou todo o México, em 1520. Quando ele chegou por lá, havia um grande império de índios astecas, com milhares e milhares de guerreiros. Cortez tinha apenas 600 homens, 16 cavalos e 11 navios. Depois que desembarcou a primeira decisão foi atear fogo aos navios. A partir daí, não haveria retorno possível. Cortez disse aos seus subordinados: “Agora vocês lutem ou vocês vão morrer! Não há como voltar. Não temos mais barco. Não tem mais volta!” Às vezes na vida é necessário “queimar os navios” e arriscar tudo para ir em frente. Se você já planejou como você vai falhar, você já está derrotado!

A narrativa nos serve como alerta também para o casamento. Infelizmente, muitos vão para o matrimônio apenas como “uma tentativa”. Se não der certo, é só divorciar e voltar para a casa da mamãe. E o que acontece? O casamento desanda porque as pessoas não “queimaram os seus navios”. As palavras de hoje não fáceis de suportar, entretanto, servem como esteio para os que vão contrair um futuro compromisso, ou quem sabe, encontrar os possíveis erros, que geraram separações. Relembremos que os contratos mais importantes da vida nós firmamos num banco, num cartório ou num fórum, diante do juiz. O contrato de casamento é perante o Criador, feito numa igreja, até que “a morte os separe!” Para alguns é uma mentira que ocorre diante daquele que os criou. Podemos até enganar o próximo, mas fazer isso diante da Suprema Autoridade, não. 

Para os que vão firmar compromisso, o esclarecimento é que o casamento é antes de tudo uma doação. Quem casa é para servir o outro! Adão doou uma das costelas para que Eva viesse a existir. Emocionado, ainda disse: “Esta é osso dos meus ossos, carne de minha carne”, segundo nos orienta as Escrituras Sagradas. Mesmo tendo essa relevância na sua origem, hoje quase tudo isso é uma informação desprezada por parte das pessoas que se casam e que, por vezes, somente conhecem os casórios relâmpagos das novelas, pautados na infidelidade. As traições na ficção acontecem ao som de músicas apaixonadas e alegres dando a entender que aquilo é possível ser feito sem qualquer sentimento de culpa. Quando muito, o personagem enganado vai sofrer por algum tempo sentado numa linda praia, olhando barcos pesqueiros e as ondas do mar. Mais adiante, a autora da obra dá um jeito e tudo termina na maior felicidade. Na vida real, na maioria dos casos, a separação é extremante sufocante. É como um membro amputado do corpo...  

Reza a lenda que “quando as pessoas querem errar é igual água morro abaixo ou fogo morro acima.” Não tem quem segura! Escolher alguém apressadamente sob o pretexto da vingança, de dar o troco, pode custar mais caro do que se pensa. Quando alguém é abandonado e quer escolher outra pessoa para viver, quase não segue nenhum critério. Há poucas exigências! Assim, surgem mais problemas. Há quem decida de maneira tão rápida que já encomenda outro filho na nova relação colocando um drama ainda maior na sua vida. Quer mais encrenca que isso?  

Quem se separa quase sempre quer curtir a vida de maneira adoidada. Sair com quem quiser! Quer arranjar alguém para dizer ao “ex” que ainda é atraente. A pessoa tem quase 50 anos e age como se ainda tivesse 18. Os filhos são deixados em segundo plano! “Ah... Eu tenho o direito de ser feliz”, argumentam alguns. “Os filhos vão crescer, vão embora, vão estudar, ter família e eu, vou ficar como?” falam outros. Antes de firmar uma nova relação é preciso priorizar a criação completa dos filhos. Muitos têm negligenciado isso, dando privilégio a um “novo amor”. Pesquisas apontam que 80% das pessoas que tem doenças psiquiátricas são oriundas de famílias cujos pais se separaram. “De 1960 para cá a taxa de suicídio na adolescência triplicou. Três em quatro suicídios ocorrem em lares onde o pai biológico é ausente”. A dica de hoje é: ninguém sai ileso quando uma relação sentimental acaba. Não se case na dúvida. Ou queime os navios! 

Em breve comentarei a perturbação que é encontrar quem a gente ama de mãos dadas com outro (a). Você conhece alguém que se arrependeu de ter se separado do esposo ou da esposa?