Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Por que tantas doenças hoje?

As enfermidades estão tomando conta da Humanidade. Cada um de nós tem uma coletânea de explicações para isso. Apresento a minha justificativa bem no início da opinião: a ganância tem provocado grande parte das doenças que hoje afligem os homens. Mas, isso também tem história! “As civilizações antigas escreveram em placas de pedra os primeiros relatos de dor e o tratamento utilizado. O homem primitivo relacionava dor ao mal, à magia e aos demônios. O alívio da dor era responsabilidade de feiticeiros e sacerdotes, que utilizavam ervas, rituais e cerimônias no manejo. Os gregos e romanos foram os primeiros a teorizar sensação e a idéia de que o cérebro e o sistema nervoso tivessem um papel na produção e percepção da dor. Aristóteles foi quem estabeleceu sua ligação com o sistema nervoso central.” 

No século 19 iniciaram-se os avanços científicos para terapia da dor. Médicos descobriram que ópio, morfina, codeína e cocaína poderiam ser utilizados no tratamento do quadro. Essas drogas levaram ao desenvolvimento da aspirina, até hoje o analgésico mais comumente utilizado. Outro dia, estava conversando com um amigo que se encontrava muito aborrecido. Disse-me que “nunca pensava que voltaria a sofrer na vida”. Com pouco mais de 50 anos, falava isso em função de um familiar enfermo, o que lhe trazia grande angústia. A vida da gente é alicerçada em dores. Vi um pregador falando que “vida e morte são como duas irmãs inseparáveis!” Por que tanto sofrimento? Esse pregador respondeu: “Os homens do século 20 apoderaram-se da falsa visão da vida onde podem tudo”. Referindo-se a filósofo da França Jean-Paul Sartre, complementou: “o homem nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por acaso”. Será?

Se existe uma doença que tem-me deixado encafifado é o tal do câncer. Tenho alguns amigos com a moléstia. De acordo com a Revista Superinteressante, aproximadamente 8 milhões de pessoas morrem por este mal anualmente. Até 2030, projeta-se 17 milhões de mortes anuais! Não deve ser mentira, não. Estamos cercados por fatores cancerígenos. Na alimentação pode estar o pior problema. Por exemplo: outro dia, enquanto almoçava, li numa embalagem de batatas-fritas a inscrição: “Não contem glúten”. Veio-me a idéia pesquisar sobre isso. E o que descobri: “glúten é uma proteína que se encontra naturalmente na semente de muitos cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia. Para algumas pessoas, a ingestão de glúten provoca danos na parede do intestino delgado e desencadeia uma inflamação da mucosa intestinal, que se vai agravando de forma progressiva, provocando diarréia, mal-estar digestivo, deficiência na absorção nutricional, perda de peso, anemia e entorpecimento mental e alterações comportamentais. Gera o que se chama ‘doença celíaca’, ou seja, intolerância ao glúten.” Você come pão, biscoitos, bolos, salgadinhos, pizzas, quibes e empanados? Bebe cerveja ou vodkas de cereais? Ih... É bom repensar a alimentação diária. Tudo isso, de forma exagerada, não é certo! 

Não restam dúvidas: as dores que sofremos também são resultados da nossa hereditariedade com adição dos erros de comportamentos que vivemos hoje. Para outra corrente de pensamento, as doenças são uma extensão das emoções que vivemos. Sua base principal, segundo os analistas, está no estresse. Na verdade, para evitar o sofrimento o homem é capaz de tudo. Vem a esporádica dor de cabeça, aquela dorzinha aqui e ali, talvez resultado de um pequeno esforço físico a mais e nós já corremos na farmácia na busca de um analgésico (!). Essa situação é tremendamente delicada! É em gestos assim que se camuflam enfermidades mais específicas e que poderiam ser tratadas facilmente, até pelos anticorpos do nosso ser. A cura poderia estar na própria pessoa! Quando esse procedimento é quebrado, começa a dependência constante de medicamentos. A dica é: equilíbrio. Equilíbrio obrigatoriamente, pede o fim da ganância, em todos os campos. Ponderação de quem fabrica, vende e consome as coisas. Fim dos abusos!