Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

Pré-sal: leilão ou pirâmide?

Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada. Até aqui, as palavras foram da escritora e filósofa Ayn Rand, de origem judaico-russa, que viveu por mais de 60 anos nos Estados Unidos. Se ela observou isso na maneira de viver da sociedade daquele país, imagine o que ela pensaria do Brasil... 

Vimos à exaustão na imprensa do país e mundial há poucos dias, a realização do sombrio Leilão de Libras, a maior bacia petrolífera do Brasil. Para algo tão rico, motivo de tantas guerras, algo tão cobiçado, o fato de apenas um consórcio se apresentar para a compra deste petróleo, me deixou com a pulga atrás da orelha. Deus queira que eu esteja enganado, mas está-se fazendo de toda a costa brasileira um grande loteamento. Um comércio! E se conheço bem quem está no poder, dificilmente o cidadão comum verá a cor deste dinheiro. Até porque, as dívidas já são muitas. Por conta de um malabarismo nos balancetes, o governo da presidente Dilma se esforça pra dizer que as coisas “nunca estiveram tão bem”. Você acredita nela? 

Vamos raciocinar de maneira mais equilibrada sobre o assunto: o que esse pré-sal tem de tão bom? É fácil extrair petróleo de um lugar tão profundo? Por que não foi explorado antes? O pré-sal foi descoberto em 1974 no governo do presidente Ernest Geisel e, mapeado depois, pelo governo do presidente Itamar Franco. No governo do presidente Fernando Henrique sua exploração foi declarada inviável, segundo especialistas da área. O “esperto” presidente Lula viu no pré-sal a salvação do país. Rapidamente, politizou a Petrobras e seus cargos. Há uma década a empresa não cumpre mais as suas metas de produção. Nesse período ela perdeu 208 bilhões de dólares em suas ações. As informações que chegam sobre a “saúde” financeira desta empresa passam pelas mãos dos “políticos de Dilma”. Ou seja, ninguém sabe ao certo como está ou quem realmente está-se beneficiando da Petrobras verdadeiramente. É o Brasil mesmo?!  

Será que o leilão do pré-sal não é a mais nova “pirâmide” na praça? A Statoil, empresa norueguesa que detêm a mais moderna tecnologia do setor informa que a exploração na profundidade do pré-sal só a partir de 2019, se as pesquisas andarem. Tirar petróleo do pré-sal é o mesmo que procurar diamante em Marte. Mesmo que fosse possível, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em á¬guas profundas da Bacia de Campos. O site Poder Naval, um dos que me parece mais idôneo do setor, alerta: toda e qualquer declaração atual sobre qualquer possível volume de petróleo descoberto no pré-sal não passa de pura especulação. È impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o pré-sal, devido a uma série de impossibilidades: físicas, químicas, biológicas e, principalmente, geológicas. E agora? Agora... Vão “descobrir” mais poços ainda no litoral! 

Se o leilão de Libras é mais um estelionato eleitoral, não sabemos ainda. O que me preocupa é que isso ultrapassou os limites das fronteiras. Enganar o povo brasileiro é até fácil e quase sempre não há reparação neste erro. Ludibriar governos de outros países sem qualquer reparação, entendo como pouco provável. Se a transação foi feita de maneira irresponsável, o povo terá que arcar com mais esse ônus. Os Tribunais ou as Cortes Internacionais de Justiça não costumam adular políticos sem vergonha, principalmente do Brasil. Lá, ninguém negocia com favores, subornos ou influências. Aguardemos o que o tempo nos dirá...