Área de Conhecimento

Nesta secção há o compartilhamento de artigos, textos, opiniões e ideias sobre assuntos que envolvem a nossa sociedade como um todo de forma a permitir o desenvolvimento de uma opinião crítica principalmente sobre situações que envolvem o nosso dia a dia, não apenas como pessoas, em nossas relações mais próximas, bem como aquelas interações profissionais.

?#@$%+&*?... e vagabunda!

Um viajante estava visitando uma área de exploração madeireira no noroeste do Pacífico. Ele observou com grande curiosidade como um lenhador, trabalhando ao lado de um córrego da montanha, espetava com freqüência seu gancho em uma tora específica para separá-la das demais. O lenhador pegava uma e deixava passar outras. Perguntada a razão deste procedimento, respondeu: “Essas toras podem ser todas iguais para você, mas eu reconheço em algumas delas uma grande diferença. As que deixo passar cresceram em um vale onde estavam sempre protegidas das tempestades. Seu nó é bastante grosseiro. As toras que eu separo vêm do alto das montanhas. Elas foram castigadas por ventos fortes desde muito pequenas. Esta condição endurece as árvores e dá-lhes um nó fino e resistente. Separamos essas toras para trabalhos especiais.” A questão que faço a cada leitor: o que nós estamos plantando? E colhendo?!

Este primeiro parágrafo foi me enviado por um site de mensagens devocionais diárias. Fez-me pensar que a podridão parece não ter mais fim no mundo. Vejo que uma geração vai “queimando” a outra, às vezes em fogo brando, outras vezes com maçarico mesmo. Gente: como está a educação das crianças, dos adolescentes? Eles têm falado muitos palavrões hoje? Eu mesmo respondo: sim! Sem contar que ainda trazem a tiracolo uma parcela pesada de rebeldia. É evidente que não são todos, porém um número expressivo deles está largado na mão do destino. O argumento da maioria dos pais e das pessoas é “bastante convincente”: “Ah... Isso é assim mesmo! São estes os novos tempos!” O raciocínio expõe a fraqueza das famílias atuais. Exemplo: no Brasil, comprovadamente, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), aponta que os matrimônios atuais pouco chegam às Bodas de Cristais. Respiram por apenas 15 anos e morrem! Ninguém, em sã consciência, pode ajuizar corretamente sobre o tamanho do sofrimento de um filho que passa por um lar problemático, onde os pais estão em vias de se divorciarem. Os diálogos que os filhos ouvem não são dos melhores. Só que eles assimilam tudo... 

Esse fenômeno tem acontecido no mundo inteiro. O saudoso e reconhecido evangelista norte-americano, reverendo David Wilkerson, “procurou os pais de criminosos, viciados em drogas e delinqüentes, em Nova York, na esperança de descobrir quais haviam sido as falhas do lar, para os filhos terem fracassado na vida. Esses relatos estão em seu livro ‘Parents on Trial’ (Pais em julgamento). Todos os pais de criminosos ferrenhos alegam terem feito tudo que deviam; nenhum deles reconhece que cometeu erros. Então, David Wilkerson foi conversar com os jovens. Estes responderam: ‘Se minha mãe me amasse, teria me proibido de andar com aqueles rapazes de mau caráter.’” É o que também ouço por força da minha profissão na área de Segurança. 

Outro exemplo chamativo! Surgiu na mídia: “Embriagado, com a carteira de habilitação vencida e disputando um racha, o cantor pop Justin Bieber foi preso pela Polícia de Miami. Após ser detido, xingou um policial. Há poucos dias, a Polícia de Miami havia revistado sua casa após denúncia de vandalismo e relatou ter encontrado um verdadeiro “tesouro de drogas” no local.” Dias depois, Bieber foi preso pela segunda vez por agressão a um motorista. E por falar em vandalismo e agressão, o que os jovens do Brasil têm feito para protestar contra a realização da Copa? Ar-ru-a-ças! Ban-di-tis-mos! Sa-fa-de-zas! Coisas de gente sem pai e nem mãe. Só pode!    

Quando eu fazia a caminhada de final de tarde na semana passada, presenciei uma cena extremamente angustiante em Presidente Venceslau. Quando passava em frente a uma residência, um filho de apenas sete anos, estava xingando a sua mãe na varanda. Gritava, chamado-a de “Corna e vagabunda!” A mãe não corrigiu o filho a altura do insulto. O pai, próximo, não fez absolutamente nada! Se fosse à minha época de criança, além de levar uma boa surra, ainda teria que lavar a boca com água e sabão. Verdade!!! Repito: o que nós estamos plantando e colhendo?