Centro de Inteligência

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Ajude a começar a melhorar a política

As forças vivas da sociedade brasileira, nas quais devem se incluir os políticos e governantes, dirigentes públicos em geral, não contaminados pela avassaladora onda de corrupção que atingiu a vida nacional, precisam urgentemente buscar definir um plano de ação voltado para retomar um patamar mínimo de moralidade republicana antes que o país se perca de vez consolidando-se como uma nação de abrigo da marginalidade no poder.

Para que isto aconteça, a retomada de uma mínima ordem de valores no trato da "res publica" (daí o nome República, a "coisa pública") há a necessidade de uma reforma política de abrangência, onde os privilégios de ocupantes de cargos públicos sejam eliminados.

Faz-se necessária uma reforma –longe do jargão a respeito- onde se acabe com o foro privilegiado, imponha-se a fidelidade partidária e se eliminem as facilidades para existência de partidos de aluguel e, mesmo, se busquem mecanismos para impedir que os grandes partidos virem feudos de alguns, como corre com PT, PMDB, e outros.

A questão é que esse tipo de reforma, para ser feita, deve pela nossa Constituição, ser aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo poder Executivo. Exatamente de onde partem hoje em dia as ações, os exemplos, que provocam a indignação de pequena parcela da população que consegue entender o que se passa no Brasil. A ampliação desse conhecimento, para que haja uma reação nacional de insatisfação com a situação hoje vigente, é parte desse plano de ação que a parte sadia da sociedade deveria se encarregar de produzir.

A própria Polícia Federal emitiu comunicado onde assinala que o nível de corrupção hoje existente no país jamais teve proporções tão gigantescas. E alerta para que não se chegue o momento em que colocar algemas em ladrões do povo seja mais crime do que a própria roubalheira que se pratica com desvio de dinheiro público.

O escancaramento dos cofres do erário deu-se a partir da criação de foros privilegiados para os detentores de mandato popular e para governantes em cargos de destaque. Caso o Brasil não acabe com isso, isso acabará com o Brasil. É nossa saúva moderna.

A Constituição precisa ser mudada. Precisamos criar mecanismos de rito sumário para apuração e julgamento de delitos praticados por privilegiados cuja obrigação é preservar os valores sejam morais ou materiais da Nação.

Não podemos ser ingênuos e acreditar que os políticos atuais, à exceção daqueles poucos ainda não contaminados, sejam capazes de propor e aprovar qualquer tipo de mudança que venha a extinguir os privilégios que lhes dão cobertura para suas práticas lesivas ao povo, mas que os enriquece.

Esta é a razão pela qual a sociedade, outrora tão combativa, por órgãos como OAB e outros, hoje em dia esteja tão silentes (já disse o motivo neste espaço) bem como parte da mídia pátria colaborativa com o sistema, deve agir por conta própria.

Existe a figura da emenda através de iniciativa popular que exige recolhimento de mais de um milhão de assinaturas legítimas. Já se fez isso no caso das fichas limpas.

Proponho que seja iniciada uma campanha nacional em favor de uma emenda que modifique a situação de privilégio dos políticos comprovadamente agentes da corrupção, com julgamento sumário, para eles e seus corruptores. Saio pelo país afora levantando essa bandeira –e não sou candidato a anda- caso haja quem se interesse em participar.

Alguém se habilita?

 

por Paulo Saab

 

psaab@institutocidadania.com.br