Centro de Inteligência

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Heidelberg e Rothenburg

 

De saída, quero registrar uma grande discussão no nosso grupo: qual a cidade mais charmosa, mais impactante, mais agradável, Rothenburg ou Brugge, na Bélgica? Não conseguimos chegar a uma conclusão. O interessante é que quem ficou de fora foi Heidelberg, a mais forte candidata ao título na fase de planejamento da viagem.Heidelberg - Não que Heidelberg não seja uma cidade muito interessante.

É.

Eu e Adriano passeamos de bicicleta vendo uma cidade alegre e simpática.

No primeiro dia, fomos almoçar em um restaurante italiano. Segundo Lucas, a melhor lasanha da sua vida. Pedi vinho tinto. Paguei por meio litro do melhor vinho "nacional", € 4.40. O melhor e o pior. O único.

Nesse mesmo dia, fomos jantar em um famoso restaurante francês. Carmen e Adriano pediram um prato normal, eu pedi o chamado "Menu Degustação". Uma sequência de vários pratos sofisticados, preparados no maior capricho: lagosta, camarão, peixe, caviar, porco, carneiro, queijos diversos. Comi todos, gostosíssimos. Saí com fome.Rothenburg - Já no almoço em Rothenburg pagamos € 4.00 por uma coca-cola e € 5.00 por um espaguete à bolognesa. O espaguete, muito bem preparado; a coca-cola... bem, é por essas e outras que eu, quando viajo, tomo tanto vinho.

Um dos motivos para incluirmos Rothenburg no nosso roteiro foi que o restaurante do hotel que escolhemos é um dos mais premiados da Alemanha. Acontece que somente funciona de terça a sábado. Chegamos no domingo logo cedo e saímos na manhã da terça...

O hotel que escolhemos é tão familiar que, às 9 da noite todos os funcionários vão embora para as suas casas. Às 9, teoricamente, pois no dia que nós chegamos, às 7:45 não havia mais ninguém.

Para entrar após essa hora, os hóspedes utilizam-se da chave de seus quartos para abrir a porta principal. Eu e Carmen ficamos no Bloco "A", nossos filhos no Bloco "B" e ninguém nos avisou que a entrada do Bloco "B" era independente. Quando voltamos, à noite, entramos pela porta principal e descobrimos que a porta que separa os dois blocos estava trancada. Depois de várias tentativas, acabamos tentando a porta do quarto vizinho ao nosso: estava aberto, tratando-se da "suíte" maior e mais luxuosa do hotel. Foi lá que, naquela noite, dormiram Adriano e Lucas.

Mas a razão principal foi que a cidade é maravilhosa para passeios a pé. Ocorre que logo após o almoço, caiu uma chuva fortíssima, que eliminou toda a possibilidade de passear pela cidade.

(Para tristeza do cronista, mas grande alegria do turista, a chuva somente durou 20 minutos. Depois, foi uma linda tarde/noite de céu azul).

O povo alemão - Não sei se essa impressão é muito comum. Mas nós tínhamos um estereótipo que os alemães eram sisudos, fechados, até um pouco grosseiros, sem nenhuma vontade de ajudar turistas em dificuldades. Ledo engano. Fomos sempre muito bem tratados, em todas as ocasiões: garçons, arrumadeiras, atendentes de hotéis, vendedores. Mesmo as pessoas na rua se mostraram surpreendentemente (pelo menos, para nós) simpáticas e com disposição para ajudar. Onde é tal rua? Quase nos levam até o local desejado. Como é que eu pago o estacionamento? Venha comigo que eu lhe mostro onde é e como se faz. Qual é o melhor ônibus para tal destino? É o número tal, que vocês podem pegar em tal lugar. Diga ao motorista onde vocês querem saltar que, quando chegar ao destino ele lhes orienta. Uma grata surpresa.

por Roberto Araújo Lima